Crónicas “Malandrecas”
Copiar e pastar!
Hoje pensei e cheguei à conclusão que existo. Finalmente! Tirando isso, nada de especial aconteceu. Mas nem me importo de vos contar. Estive a reflectir sobre os trabalhos de grupo na actualidade, e consegui extrair uma ideia do meu raciocínio. Ora bem, os professores queixam-se do copy-paste que a maioria dos alunos faz. Sinceramente, eu acho o copy-paste como o melhor trabalho que um aluno pode apresentar, pelas seguintes razões: primeiro, facilita pessoas como eu, sem qualquer capacidade para fazer algo que dê trabalho; segundo, pesquisar e dissertar sobre uma temática qualquer por nós próprios é coisa do passado. Estamos na era da informação digital e por isso devemos usar a informação como nos é dada! Os professores deviam deleitar-se com isso, em vez de se babarem com trabalhos que alguns alunos, com óculos e buços exagerados, fazem a partir deles próprios usando o raciocínio como ferramenta de trabalho, em vez do copy-paste como…o trabalho!
A minha ideia era a seguinte: como os professores não gostam, os “Quasímodos” sentem-se injustiçados, e os que apresentam o trabalho em copy-paste são recriminados, então, não se fazia trabalhos de grupo.
Mas como esta ideia é (só) um bocadinho utópica, acrescentei mais uma: em vez de trabalhos temáticos, pedia-se trabalhos não temáticos! E isto resolvia tudo! Os professores tinham aquilo que queriam – a criatividade e originalidade no trabalho – e os que faziam copy-paste continuavam a não ter de exercer esforço porque era só escrever à toa.
E os “Quasímodos”? Pois, não sei. Será que isso realmente interessa? Não!
Contudo, vou apresentar aqui um trabalho desse género que, por exemplo, três colegas podiam fazer:
História do tempo da minha avó!
Era uma vez, há muito tempo atrás, (ainda a tua mãe não era nascida) todo o mundo estava coberto por um manto de terror e ódio. Todos se davam mal com todos, havia guerras constantes, muitas mortes, e quem reinava era um homem temível, careca, com uma verruga no nariz. Esse rei chamava-se Joaquim. Com mão de ferro, escravizava mulheres com seios grandes e comia criancinhas ao pequeno-almoço.
Porem, no único reino que ainda não estava convertido a Joaquim, seu rei acabara de morrer numa batalha de proporções épicas na qual eu não tenho paciência agora para contar. E o seu herdeiro, um jovem rapaz em plena puberdade, chamado Mauzinho, ascendia ao trono.
O jovem Mauzinho, consumido de uma raiva cega e bruta, apenas desejava espetar o punhal do seu pai na coxa de Joaquim, o malvado, e uma machadada no meio do nariz.
Rapidamente montado no sei fiel loto, (que era uma girafa) partiu para Dakar, covil de Joaquim, para desferir sua vingança, deixando seu reino nas mãos do seu primo, que era um bocado maricas mas estava habituado à pressão.
Mauzinho, ao chegar a Dakar, onde poucos haviam chegado, especialmente este ano, enfrentara inúmeros perigos. O príncipe e o seu loto tinham confrontado manadas de libelinhas amarelas na floresta cor-de-rosa e coelhos carnívoros de pêlo branquinho e felpudo, com olhinhos grandes e redondos. Corajosamente, enfrentaram todos os seus adversários da mesma maneira…fugindo.
Ao abrir as portas do castelo de Joaquim, uma nova fúria invadira Mauzinho. O Mauzinho já não o era mais e, pegando no seu canivete suíço, subiu as escadas e encontrou Joaquim a ver as tardes da Júlia num programa emocionante, onde iam entrevistar um transsexual arrependido. Mauzinho rapidamente se juntara a ele no sofá para não perder o programa.
Depois do programa acabar Joaquim perguntou a Mauzinho se este queria um chá ou algo do género. Proposta que Mauzinho recusou delicadamente após ter dito que o queria matar. Então, Joaquim pegara na sua moto serra e num escudo em cristal com a assinatura da Vista Alegre e Ideia Casa. Foi nessa altura que se deu lugar a um emocionante duelo que durou 3 horas e envolveu uma mulher grávida, uma torre a arder, masmorras, dragões, fadas, feiticeiros, cavaleiros negros, quatro búfalos com problemas de auto confiança, e tudo o resto que aparece nas músicas de death/black/power/speed/melodic/trash/porn/grind/core/diabolic metal.
No momento em que o herói estava pronto para desferir o ultimo golpe no vilão, ocorre um terramoto em 7.3 na escala de Richter, ou lá qual é o nome do homem, e faz com que o candeeiro, que suportava 1002 velas, cai-se sobre os dois corpos, causando uma dor incrivelmente insuportável, esta que, por sua vez, causou a morte a ambos!
Fim
E não me venham com sensibilidades e argumentos do politicamente correcto! Isto dá mais trabalho do que possam pensar!
